Olá.
Sim, esse blog ainda existe, apesar de já fazer mais de um ano desde o último post. Eu não vinha escrevendo mais aqui por diversos motivos, mas o principal motivo era a falta de assuntos.
Então, por que voltei a ter assunto para escrever? Bem, acho que mudanças me fazem querer escrever, já que o blog foi criado no ano em que eu iria terminar o ensino médio e esse é o ano em que comecei na universidade...
Além disso, nessa sexta-feira (18/03/16) eu tive contato com duas coisas que me fizeram querer voltar a escrever: a primeira coisa, foi o fato da minha professora, numa conversa que não vem ao caso, ter me dito a seguinte frase: "Você não está mais se informando, você está se formando". Essa frase foi o que, pela primeira vez, despertou em mim esse sentimento de mudança que eu não tinha desde o início de 2014. A segunda coisa, que é sobre o que irei divagar logo mais, é um pequeno questionamento que li no livro 1984 de George Orwell (obrigado Gabriel por me emprestar o livro), que é, em minhas palavras, o seguinte: Como podemos nos comunicar com o futuro?
Bem, como podemos nos comunicar com o futuro? Ora, é simples! Apenas precisamos ir para o futuro! Entretanto, estamos sempre indo para o futuro. Cada vez que um segundo passa, estamos um segundo no futuro em relação ao que estávamos há um segundo atrás.
Mas não queremos ir apenas um pouco para o futuro. Nós queremos ir anos para o futuro! Contudo, temos alguns problemas com isso: primeiro, porque não possuímos máquinas do tempo ou qualquer coisa do gênero; segundo, porque por mais que a relatividade diga que o tempo passe mais lentamente para alguém que está viajando em velocidades cada vez maiores e próximas da velocidade da luz do que para alguém em repouso na superfície terrestre, como podemos observar no "paradoxo dos gêmeos" (confira o apêndice no fim do post!), ainda não possuímos conhecimento, tecnologias ou meios para que possamos atingir velocidades grandes o suficientes e lidar com as consequências delas para que possamos viajar a tais velocidades e, dessa forma, conhecermos o futuro das pessoas que estavam em repouso na Terra.
O que eu quero, então, dizer com isso tudo é que não existem meios para que nos comuniquemos com o futuro, ao menos nos dias atuais? Não! Definitivamente não! Eu lembro de ter ouvido ou lido em algum lugar (infelizmente não consigo me lembrar em que livro, série ou documentário foi) que ao escrever um livro, você está deixando uma mensagem para as gerações futuras. E as gerações futuras estarão lendo o que você escreveu há anos. E, obviamente, isso não se trata apenas de um longínquo futuro ou de livros. No momento em que você escreve qualquer coisa que seja, automaticamente você está enviando uma mensagem para alguém que a lerá no futuro, mesmo que esse alguém seja você mesmo. Isso, obviamente, é uma comunicação de via única, onde você só pode enviar mensagens, mas não pode recebê-las. Entretanto, ainda é uma maneira de comunicação com o futuro.
E é por isso que eu resolvi escrever. Eu quero deixar esse texto para o futuro. Quero deixar outros textos para o futuro. Hoje, quando leio meus posts de dois anos atrás, eu consigo ver como eu pensava na época e o quanto mudei. Quero ter essa oportunidade com esse post daqui a dois anos.
Não garanto que voltarei a fazer vários posts. Na verdade, esse pode ser o único post. Contudo, o importante é que ele existiu.
Ânderson L., ASOR.
Apêndice: Clique aqui para assistir um vídeo com Neil deGrasse Tyson explicando sobre a relatividade e o paradoxo dos gêmeos. :)
