Ultimamente, com a chegada do terceiro ano e se aproximando o momento de escolher meu futuro, eu tenho reparado em algo: Podemos ser muito diferentes das pessoas mais próximas de nós.
Não sou especialista no assunto, mas sempre acreditei que "escolhemos" nossos amigos não só por nos darmos bem com a pessoa, mas também por nos assemelharmos de alguma forma com a pessoa, seja por gostos, hobbies, humor ou, até mesmo, a forma de pensar.
Comigo não é diferente e sempre notei as "semelhanças" que eu possuía com meus amigos, mas ultimamente tenho percebido as diferenças.
Eu, como muitos sabem, gosto da área das Ciências Exatas e da Natureza, mas quase TODOS os meus amigos (dentro e fora do colégio) irão/querem ir para a área das Humanas.
Por mais bobo e simples que isso pareça, quando parei pra pensar sobre isso eu me surpreendi um pouco. Por quê? Porque se você parar para pensar, humanas e exatas são áreas bastante distintas e com muitas ideias diferentes. Isso mostra a diferença que há entre meus gostos e forma de pensar e os gostos e formas de pensar dos meus amigos, me tornando relativamente diferente deles.
A partir disso, eu notei várias outras diferenças entre esses mesmos amigos e eu. Diferenças simples que sempre estiveram lá mesmo sem notar. Algo como um gostar de desenhos japoneses e eu de séries; outro gostar de ir em festas e eu de ficar em casa; outro gostar de filmes de ficção científica e eu de suspense; outro gostar de Guns'n'roses e eu de Pink Floyd...
Mas eu não sou amigo deles por pensar/ser parecido?
Acho que essa é a beleza por trás de tudo. No final, eu, você e todo mundo não temos amigos porque eles são parecidos com a gente. Temos apenas porque nós gostamos de algo na pessoa. Além disso, a própria física diz que os opostos se atraem; logo, você não precisa ser parecido com alguém para gostar dessa pessoa.
Só eu penso dessa maneira? Só eu já parei para notar essas diferenças?
P.S.: Em hipótese alguma irei me referir a "desenhos japoneses" como "anime", obrigado pela atenção.
- Ânderson Luís, ASOR.

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